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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Poesias da Semana: Se a chuva Todo Ano Visitasse Meu Nordeste

MEU NORDESTE. POETAS : 
JR ADELINO POMBAL PB E 
ZÉ DE FRANÇA PAULISTA PB

 Se a chuva todo ano
 Visitasse o meu Nordeste 
No concurso da fartura
 A seca,a fome e a peste 
Iriam ser reprovadas 
Logo no primeiro teste. 
Jr Adelino 

Se as nuvens brancas do Leste , 
Chovessem mais no Sertão 
O vestibular da seca , 
Se tivesse uma inscrição,
 Quem fizesse tiraria 
Nota "zero " em precisão 
Ze de França 

Seria uma negação 
Esse concurso proposto,
 No vestibular do inverno 
Não iria sobrar posto, 
Para os guardiões da fome 
Nem se quer expor o rosto.
 Jr Adelino

 A chuva iria pôr gosto 
No desgosto da caatinga , 
O balé da falta d'água 
Perderia a sua ginga,
 Tendo em média um meio litro 
 Em cada pingo que pinga 
Ze de França 

Da seca, a chuva se vinga 
Vendo a babugem vingada 
Se sente o sertão vingado 
Quando a terra está molhada 
Borrando o mapa da seca 
Na caneta da enxada. 
 Jr Adelino 

A goiabeira pelada 
Ganharia outro vestido , 
O sentido do roceiro 
Mudaria de sentido
Para nunca mais sentir 
O sentimento sofrido 
Zé de França 

O sertão entristecido 
Agradeceria tanto, 
Vendo a nuvem chorar chuva 
Na terra em forma de pranto 
E mudando o guarda roupa 
Da mata por todo canto.
 Jr Adelino 

O Mato faria um manto 
Pra cobrir os pés do chão , 
Assistindo a clorofila De tinta 
Verde na mão E a neve enrolando a 
Serra Num cobertor de algodão 
Zé de França 

O armazém de ração
 Perderia a freguesia 
Da vaca melhor de leite 
O roceiro garantia 
A sua compra do mês 
E pagava a mercearia. 
Jr Adelino 

O 'Coremas " voltaria
 Encher do fundo à parede , 
A (ANA ) não ficaria , 
O Piranhas "armava a rede ,
" Pra balançar as piranhas 
Que escaparem da sede 
Zé de França 
15/01/16

1 comentário:

  1. Parabens aos dois poetasJunior e Adeildo por traser de forma poetica a face real da nossa realidade.

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